quarta-feira, 28 de julho de 2010

descoberta pessoal

Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento oualienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

lição do dia

por si mesmo, o limite não é um fim, mas uma linha tênue entre o óbvio e o menos conhecido.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

lição do dia

um dia tu vais compreender que não existe nenhuma pessoa totalmente má, nehuma pessoa completamente boa. tu vais ver que todos nós somos apenas humanos. e sofrerás muito quando resolveres dizer só aquilo que pensas e fazer só aquilo que gostas. aí sim, todos te virarão as costas e te acharão mau por não quereres entrar na ciranda deles, compreendes?

- C. F. Abreu

quinta-feira, 3 de junho de 2010

coisa finda.

calço seu chinelo e lembro de você andando sobre meus pés cansados.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

reconciliação

quando o engôdo
cria o pranto
e todo suspiro
se torna de agonia
não acaba, amor
meu triste espanto
com um copo
de água fria.

quando a saudade
que assola à noite
incomodar no peito
de quem expia
acordará todo faceiro
a buscar por companhia

e quando este vir
que era por engano
toda a tristeza
que o erro cria
buscará no outro
a cumplicidade
no quarto escuro
ou à luz do dia

ávidos por dar as mãos
à porta se encontrarão
esperando que o outro
ria

e sentirão, ao simples tocar,
aquela deliciosa
alegria.

sábado, 27 de março de 2010

lição do dia

what matters most is how well you walk through the fire.

- charles bukowsk.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Para que me sinta menos anormal, suponho que já tenha ocorrido ao leitor o alívio e a tristeza de olhar para alguma coisa que sempre esteve entranhada em nós e, a partir de um momento nada eminente, percebê-la alheia, à parte.

Que me lembre, a primeira vez que me aconteceu foi quando minha mãe voltou de uma viagem que durou aproximadamente dois anos. Pra não se tornar mais particular, basta dizer que a estranheza que se sente nesse momento é digna de confusão e vergonha por parte de quem a 'pratica' pela primeira vez. Triste e sincera.

Sabe-se lá por que tal processo acontece, talvez seja o final, digo, o entendimento de que aquele objeto não é ou não está como nós projetamos. Acho que acontece com mais frequência do que se gostaria e menos do que deveria acontecer. À parte a desilusão, algumas vezes é possível sentir uma ponta de tranquilidade nessa prática irregular, ou seriam todas as vezes, afinal, nada melhor do que se livrar de dada ilusão.

Acontece de forma sorrateira e, geralmente, sem possível remorso duradouro: olha-se para aquilo que se amou intensamente, pisca-se, percebe-se atônito que aquilo não faz mais parte da sua lista de 'melhores', que não está no cabide das camisas favoritas, que não ocupa a melhor estante ou que não está no porta-retratos de destaque. Provavelmente, a possível frustração de não amar mais se dá pelo fato de ter realmente amado um dia. Vai saber.

Particularmente, às vezes dá vontade de sentir aquelas coisas boas novamente, mas quem sente por vontade senão aquele que anda completamente em falta consigo? Se há algum consolo, digo que, no meu caso, esse processo já se mostrou reversível, mas não gosto de apostar nisso, soa deplorável. Basta sentir-se melhor ou pior e aceitar. Como eu, sentir-se contrariado por esse e tantos outros motivos dados no dia corrente, desabafar sem esmero e ir dormir.